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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

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Meu filho ainda não fala...

Acompanhamos sempre as diferentes fases de nossos filhos e ao mesmo tempo, preocupamo-nos quando algumas coisas parecem não acontecer da forma como esperávamos. Uma das preocupações frequentes quanto ao desenvolvimento infantil é o aparecimento da linguagem oral, ou seja, o início da "fala". Esse processo torna-se motivo de inquietação para os pais, que muitas vezes vêem o filho correndo pela casa, mexendo em tudo com olhinhos bem curiosos, mas, quando quer alguma coisa, não fala uma palavra sequer, só aponta. Os pais, sabendo do desejo da criança, entendem e atendem ao seu pedido.
Depois de algum tempo surge a preocupação: "será que ele não vai falar?" Esse receio é natural. Afinal, a linguagem é uma grande aquisição na vida do ser humano, de fundamental importância nas relações interpessoais, e o seu desenvolvimento está vinculado ao pensamento: a fala é a expressão oral da linguagem, uma produção que está associada a funções mentais.
A linguagem é um processo construído pela criança muito tempo antes dela falar a primeira palavra com significado. Mesmo antes de falar, a criança já possui um repertório de linguagem, adquirido através das vivências que ela teve até então e que é constantemente modificado e ampliado pelas novas experiências de vida.
Para que esse desenvolvimento aconteça satisfatoriamente, é necessário fornecer à criança modelos de linguagem que as estimulem adequadamente. É através da escuta desses modelos e da comparação dos mesmos com seu próprio padrão que a criança chega ao padrão do idioma. Dessa forma, o adulto deve resistir à tentação de falar com a criança imitando o falar infantil, que pode parecer bonitinho, mas priva a criança da comparação que a fará evoluir no desenvolvimento lingüístico.
O processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem está relacionado a uma série de fatores:condições físicas, como maturidade neurológica, aptidões de motricidade, de audição e visão;condições emocionais, como relacionamentos interpessoais adequados na família, sentimentos de aceitação e amor pela criança;condições ambientais que proporcionem estímulos agradáveis e adequados à idade da criança e façam-na sentir a necessidade e o benefício da fala;condições cognitivas, pois a linguagem surge quando a criança é capaz de simbolizar, ou seja, representar o objeto na ausência dele. Por isso, é comum observar o aparecimento da linguagem juntamente com as primeiras brincadeiras de "faz-de-conta".
A participação da família é fundamental, pois é no ambiente familiar que ocorrem os primeiros relacionamentos. Para privilegiar essa aquisição, os pais podem pôr em prática algumas atividades de estimulação.
Converse com a criança desde o seu nascimento, especialmente enquanto ela é alimentada. Na medida em que ela for crescendo, acrescente informações, de acordo com seu interesse e compreensão, a respeito dos alimentos, seus nomes, como são feitos, as partes do corpo humano, etc.Utilize situações de banho, passeio, compra, não só dizendo seus nomes, mas fazendo comentários.Cante com seu filho, relembre músicas infantis e alterne trechos em que cada um canta uma parte.Leia para a criança com freqüência, desde muito cedo, aumentando o tempo de leitura de forma gradual. Respeite seu limite de atenção e utilize livros e outros materiais apropriados para cada faixa etária. Com esse hábito, desenvolve-se não só a linguagem falada, mas também é estimulado o interesse pela linguagem escrita, que começa muito antes da criança ler da forma que fazemos.
Devemos lembrar sempre, porém, que tanto a chupeta quanto a mamadeira devem ser retiradas por volta dos 2 anos, para não causar alterações, principalmente na posição dos dentes e da língua.
Quando a criança só come alimentos moles, os músculos ficam flácidos e ela pode acabar apresentando alterações na fala e no posicionamento dos dentes, o que pode levar à necessidade de uso de aparelho ortodôntico. O uso de diferentes utensílios, como copo, colher e canudo, também faz com que os músculos aprendam movimentos e funções diferentes e comecem a se fortalecer e se preparar para a articulação de sons.
E a respiração? A criança que respira errado costuma permanecer de boca aberta quando está parada, brincando ou dormindo; ficar resfriadinha frequentemente, roncar ou babar durante a noite. Isso pode acontecer por alguma obstrução nasal ou por um hábito errado, que devem ser tratados por um médico. A respiração pela boca pode deixar o céu da boca mais alto, os músculos mais molinhos, a língua posicionada de forma errada e os dentes desalinhados. O correto é respirar pelo nariz! Assim, o ar inspirado é tratado e as estruturas da boca podem se desenvolver de forma harmoniosa. Além de estruturas orais saudáveis, outros fatores estão envolvidos no desenvolvimento adequado da fala, como escutar bem e ser exposto a um ambiente estimulador.

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Divorcio...

É normal que os pais que estao se separando tenham dúvidas e receios sobre como dizer aos filhos de forma que esses possam aceitar e entender a situaçao sem traumas emocionais.
Cada filho tem uma forma diferente de reagir ao divórcio dos pais. Como encaram a situaçao depende da fragilidade, sensibilidade e maturidade de cada um. E também depende de como esse rompimento acontece.
É fato que de repente a noticia de uma separaçao deixa os filhos inseguros quanto as mudanças em sua vida, como também o medo da perda do amor dos pais. Abala-se a base emocional.
Normalmente, crianças menores tendam a se sentir culpadas. Fantasiam que a separaçao está acontecendo por algo de errado que elas tenham feito.
Os terapeutas recomendam que pai e mãe, reunam-se com as crianças para uma conversa sincera e amorosa, onde devem explicar o motivo da separação e o que acontecerá.
É importante que os pais estejam abertos para ouvir e sanar todas as dúvidas, sentimentos e medos das crianças.

Dormir faz a diferença...

O sono é um momento fundamental para o crescimento e desenvolvimento da criança. No momento em que ela dorme, além de descansar seu corpo, acontece um processo de assimilação do aprendido e incorporado durante o dia, das experiências vividas, das emoções experimentadas e de tudo o que tem a ver com o dia a dia de uma criança. Por isso é tão importante que essas horas de sono sejam programadas pelos pais, incorporadas à rotina e cuidadas como algo muito precioso.
Ele deve ter um longo período de sono noturno e duas sonecas durante o dia, uma de manhã e outra de tarde. Se você conseguir manter esse ritmo verá que seu filho estará bem disposto, de bom humor e pronto para brincar, aprender e desenvolver durante o resto do dia.
Uma criança que tem horário para dormir e para acordar é uma criança feliz. Isso porque significa que tem uma rotina que dá segurança para ele e seus pais. Quando a criança começa a freqüentar a escola, por volta dos 5 anos, geralmente dorme somente à noite, por isso ela deve dormir umas 10 horas para poder recuperar as energias gastas durante o dia e incorporar no seu cérebro, no seu interior todas as informações recebidas durante o dia. Ah! E também é importante para que seus pais tenham um tempo de descanso e de conversa para trocar idéias, assistir um filme e também para namorar.

Exemplo aos seu filhos...


Não siga o ditado "faça o que eu digo mas não faz o que eu faço". Não dá certo. Por isso é que os filhos se parecem com os pais, porque imitam tudo o que os pais fazem e dizem. Eles copiam o jeito de falar, de agir, de comer, de se vestir, de andar, etc. Vocês pais são os referenciais de conduta de seus filhos. Vocês são os herois dos pequenos. Seja um heroi de verdade. Seja um heroi do bem, um heroi positivo.



Respeitar é...

O que é respeito? É dar atenção, honra e consideração. Respeitar para ser respeitado, essa é a chave do sucesso. Esse é o lema que todos devemos aprender. Onde deve começar? Em casa, entre os pais, para que seja um exemplo a ser seguido pelos filhos. Quando começar? Desde que o bebê nasce e ele pode ver que o respeito reina em sua família.
A criança aprende a respeitar quando ela tem bons exemplos em casa. Não adianta ensinar seu filho a não xingar ou não gritar, quando ele vê você fazer isso diariamente, dentro e fora de casa. Assim é importante que os pais ajam sempre como o tipo de pessoa que eles gostariam que seus filhos fossem. Lembrem que os pais são modelo e referencial para seus filhos.
Respeitar os filhos não é deixá-los fazer o que eles querem. Os pais são responsáveis pela educação dos filhos e faz parte dessa educação colocar regras e limites e orientá-los sobre como se comportar. Mas também precisam ouvir a criança, conhecer os filhos, dar atenção e consideração. Assim eles se sentirão amados e cuidados em suas necessidades.


Bater não educa...

Bater não educa. Por quê? Porque quando os pais batem é porque estão cansados, estressados, nervosos ou brigaram com alguém e não conseguem resolver a situação com os filhos de outra maneira. Então vai um tapa, ou vários. Ferem, machucam, agridem os filhos e, no fundo, também os pais. Pode mudar o comportamento? Talvez. Educa? NÃO. Como resolver? Estabeleça regras, um método de disciplina (que é ensino, não castigo!) e um incentivo para ensinar os filhos que esse comportamento está errado e que você vai ensinar o comportamento certo.
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